Nesta época natalícia decidi fazer um pequeno "come back" sobre... essa linguagem estranha que é o FRANTUGUÊS.
Esqueçam as prendinhas, o pinheiro e as rabanadas que isso não é, nem de longe nem de perto, tão engraçado como este idioma. De facto, esta língua fantástica tem a particularidade de ser sazonal. Ouve-se constantemente no Verão (principalmente em Agosto) e na época das festas.
Quem nunca ouviu um "Arreta!!! Não mexas nisso!" ou um "deixa estar que levo a pubela la fora"?... Confesso que tenho um carinho especial pelo "acensor" (aquela coisa metálica que parece ser a alternativa as escadas...), pelo "computadeur" e pelo "portável" (desculpa paizinho, mas estas não podiam ficar de fora...). Isto para não falar do mais célebre de todos "Michel tu ba tomber!"... =)
Aquela gente do governo é que ainda não reparou que isto dava um fabuloso acordo ortográfico! Até já temos milhões de portugueses a falar fluentemente este derivado... Era tudo muito mais fácil! Enfim, há gente que gosta de ligar o complicómetro...
Qualquer dia junto essas pérolas e escrevo um dicionário... Eh! Mas isso já existe!!! A minha ideia foi roubada antes de eu a ter... Já não há respeito! =) Deixo aqui o link, uma vez que é importantíssimo alargarmos os nossos horizontes linguísticos, não?
De qualquer modo, nos próximos tempos vou andar de gravador... Ai se vou!!! =)

2 comentários:
Excelente regresso Soninha! Já estavamos com saudades tuas! =)
Ora aqui está uma coisa que me consegue irritar! O Frantugues é uma coisa muito má. E já há para aí tanta gente que nem o Português correctoconsegue falar, quanto mais tentar inventar!
Por fim vou confessar que provavelmente é por este motivo que eu não ponho os pés em França.. com a facilidade que tenho de apanhar sotaques depois tinha que me tornar muda! ahahahah
(e acredito que algumas pessoas iam gostar da ideia- este natal ja sei que vou receber alguns bilhetes de avião) ahaha
Pois eu adoro frantuguês. Quem fala essa língua pelo menos não disfarça nem se arma em "Edite Estrela". É aquilo e aquilo mesmo e o dicionário de um é diferente do dicionário de outro. Não é maravilhoso tentarmos perceber o significado de algumas palavras que os nossos emigrantes dizem? Ou preferimos ser todos pseudo-intelectuais que na hora da verdade não sabemos a diferença entre "à" e "há", construções gramaticais - que é isso?, acentos - nem vê-los (duvidamos até se não será "assentos")...
O meu pai, que é uma pessoa simples da aldeia, regressou de França há 15 anos depois de lá ter estado uns 25. Já só usa umas 4 ou 5 paroles, o que é uma pena. O quanto já nos rimos com essas paroles... e não é bom rir?
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